A ‘Cinderela Pop’ de uma autora cor-de-rosa

A ‘Cinderela Pop’ de uma autora cor-de-rosa

Cinderela Pop trata de uma continuação de Princesa Pop”, obra que faz parte da coletânea que Paula Pimenta escreveu para “O Livro das Princesas”.

Fazer nome como autor não é fácil, mas Paula conseguiu essa proeza. Fui ao lançamento de sua mais nova obra: Cinderela Pop – com direito a pocket show da autora, ao interpretar (com violão e tudo), a canção homônima de seu livro. Toda encabulada e com seu jeito discreto que esconde uma locomotiva criadora, ela arrebata seus leitores. Sua turnê de lançamento tem passagens pelo Rio de Janeiro, São Paulo e Belo Horizonte.

Seu público na Saraiva do Center Norte era, praticamente, feminino. Se tinha garotos, não vi. As meninas gritam seu nome como se ela fosse um rock star jogando a camiseta suada para as fãs. “Nós te amamos, Paula”,  grita uma garota de, arrisco, uns 13 anos. “Eu amo o Rodrigo!”, berra outra, ao se referir a um dos personagens de Paula. Aliás, seus personagens masculinos são o filé de suas obras, seu público os adora.

Em meio a garotada, estou sentada com meu celular/gravador e um caderno de anotações do gato de Cheshire, de Alice no País das Maravilhas. “Será que conseguirei fazer uma pergunta?”, pois está rolando um tipo de coletiva de “leitoras”. As meninas levantavam suas mãos com bocas cheias de questionamentos ansiosos sobre o lançamento em questão e obras anteriores. Cheguei a me sentir com 15 anos novamente. Enfim, uma das fãs ergue a mão anelada de pulseiras coloridas e Cinderela Pop em seus braços (como se fosse a tocha da Estátua da Liberdade). A garota é uma das muitas que começam a frase com: “Paula, eu te amo!”.

Público vai ao delírio com a presença da autora (Foto: Laura Udokay / Blah Cultural)

Público vai ao delírio com a presença da autora (Foto: Laura Udokay / Blah Cultural)

A autora fala sobre sua adolescência em Belo Horizonte, e que jovens nessa fase são todos iguais, apenas muda a moda e a trilha sonora. Mas as dificuldades e alegrias são, basicamente, as mesmas. Me conta que (sim, eu consegui perguntar!), na verdade, ela sempre teve a intenção de pegar a fatia de leitores de sua geração. Por achar que eles poderiam se identificar com suas histórias e que, na verdade, é uma surpresa ter alcançado as jovens leitoras da era atual. Como Paula se intitula uma autora de livros cor-de-rosa, quero saber porque esse gênero é seu carro chefe. Ao que ela responde que é por sua grande identificação com o universo adolescente. Curte essa fase das grandes e primeiras descobertas, a visão romântica para com o mundo. Inclusive, Paula confessa que adora livros infantojuvenis. “Minha adolescência foi uma época muito boa”, revela. Diz que o livro Fazendo meu Filme foi uma maneira de relembrar suas próprias vivências.

E também em “Minha Vida Fora de Série”, a autora diz que muito do que é citado ela mesma experimentou. Sim, uma obra tem um grande sortimento de autobiográfico. “Depois eu coloco muita imaginação na história”, afirma.

Paula ainda conta que vai lançar um livro em parceria com as autoras: Thalita Rebouças, Bruna Vieira e Babi Dewet, em continuação à sua abra “As Estações”, onde cada uma deve escrever sobre uma estação do ano. “Vou fazer um conto sobre o inverno, minha estação favorita. E esse livro deve sair em agosto”, revela. A publicação se chamará Um Ano Inesquecível.

E para fechar, os fãs podem esperar um filme de “Fazendo Meu Filme”. “Está na fase de pré-produção, mas ainda não foi selecionado o elenco”, conta Paula.

Frases da autora durante o lançamento de Cinderela Pop:

“A adolescência é uma fase muito cor-de-rosa, claro que todos temos problemas, mas é um período de emoções intensas”

“Me inspiro em coisas que aconteceram comigo na minha adolescência”

“Eu escrevia diários quando era adolescente, então, muitas vezes, eu releio para ter alguma ideia”

Assista ao vídeo promocional de Cinderela Pop:

Sobre a autora desta matéria:

Laura Udokay é escritora, dentre muitas coisas, seu romance de estreia é Martini, o Pequeno Demônio. Ela também é ilustradora e jornalista, não necessariamente nessa ordem. Ama rock, café e seriados antigos.

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