Invencível | Primeira temporada é inovadora e eletrizante

Invencível | Primeira temporada é inovadora e eletrizante

E com uma primeira temporada de apenas oito episódios, a Amazon Prime Video nos brindou, assim, com mais uma série animada de super-heróis: Invencível (Invincible). Mais do mesmo? Sim e Não. Felizmente, muito mais não do que sim.

Em suma, Invencível é baseada na série de HQs de Robert Kirkman (para quem não sabe, o mesmo criador de The Walking Dead). Fora do eixo Marvel/DC de animações, em outras palavras pode-se dizer que já temos aí o primeiro “não” da resposta sobre o “mais do mesmo”.

Os “sins”

Os “sins” da primeira temporada de Invencível são, a saber, quase que obrigatórios em uma série de super-heróis, que geralmente possuem quase que obrigatoriamente uma estrutura básica a ser seguida (apresentação, origem, personagens de apoios, vilões e etc). Felizmente, a série consegue se apropriar desses “clichês” de forma bastante criativa, bem como diferenciada.

Em outras palavras, o arco desse ano conta o processo de descoberta e formação do personagem título – o Invencível – que é a identidade heroica adotada por Mark Grayson, um adolescente que é filho do maior super-herói do planeta, o Omni-Man, e que aguarda ansiosamente o despertar de seus poderes para poder, assim, seguir o exemplo do pai.

Mark é uma espécie de Peter Parker ganhando os poderes do Superman – e para a galera mais antiga, com uma boa pitada de ‘O Super-Herói Americano’, enquanto aprende a usar seus poderes. Ou seja, precisa aprender a lidar com todos os problemas de uma vida de adolescente comum – vida escolar, namoro, valentão na escola etc – e agora com uma identidade secreta e com os dons de um super-homem. É após os primeiros treinamentos básicos e conversas com o pai, que decide, assim, nessa primeira temporada adotar o título de Invencível.

Guardiões Globais

Paralelo a isso, somos apresentados aos Guardiões Globais, uma alusão clara e pitoresca da Liga da Justiça, mas com um toque ligeiramente mais realista(?). E, posteriormente, ainda teremos a Tropa Jovem, uma espécie bem genérica de Jovens Titãs.

Com tudo isso, o “mais do mesmo” acaba aqui. E isso, a saber, ainda no primeiro episódio. Embora baseada nas HQs do personagem, e visualmente bastante fiel a elas, assim como em The Walking Dead, a série segue de forma um pouco diferente. De uma tacada só, a primeira temporada de Invencível mostra, dessa forma, a que realmente veio – uma série de heróis que definitivamente é diferenciada e que não é para crianças.

Numa espécie de epílogo do primeiro episódio, temos em suma a revelação do grande vilão da história com um ataque brutal que massacra os Guardiões Globais com uma violência gráfica gore impressionante para uma animação ocidental. Inclusive é interessante notar, a princípio, a diferença na qualidade da animação nos momentos de ação e nos mais sangrentos, que chega a gerar um contraste com a animação até simples demais nos outros momentos.

Mudanças

Foi uma escolha muito interessante a alteração em relação as HQs, substituindo (principalmente para o espectador) o simples e batido mistério do “quem” pelo suspense do “porquê” e do “quando e como” vão descobrir, e o que farão em relação a isso.

A partir daí, além do suspense que permeia o restante dos episódios até o último capítulo, temos, em suma, uma jornada de descoberta e algum amadurecimento para Mark/Invencível, e também da Tropa Jovem que se tornam, junto com alguns novos heróis escolhidos pela agência de suporte governamental, os novos Guardiões Globais.

Eletrizante

Chegamos então a um final eletrizante, onde o vilão se mostra na verdade um batedor avançado de uma espécie altamente evoluída e superpoderosa, porém baseada em uma cultura eugênica (que prezava a “pureza” genético-racial “superior”) e fascista, num império autoritário que se expande continuamente através da dominação (ou destruição) de milhares de planetas universo afora. E ele quer, dessa forma, convencer o Invencível a se unir a ele, na clássica vibe “venha para o lado sombrio da Força”.

Nessa tentativa de convencimento, o vilão a princípio obriga o Invencível a presenciar incontáveis mortes humanas de maneiras mais sangrentas e absurdas possíveis (novamente com uma violência gráfica absurda), como forma de demonstrar os quão fracos e desprezíveis são os humanos.

Invencível primeira temporada

Final (?)

Por fim, de certa forma também inusitado para uma história de herói – ainda mais um que veio a se chamar de Invencível – ele é miseravelmente derrotado (fisicamente) pelo vilão.  Mas consegue pará-lo com sua persistência, palavras e sentimento. Deixando é claro, um gancho gigantesco para o que virá nas próximas temporadas. Sim, a saber, a segunda e a terceira temporadas já estão confirmadas.

E assim temos uma série de super-herói que consegue um fato invejável: inovar e ser original. Como único ponto negativo como dito anteriormente, temos a simplicidade da animação em si fora das cenas de ação. O que talvez tenha sido até certo ponto intencional, para, dessa forma, aumentar o contraste e o impacto das cenas de ação. Não chega a prejudicar a série, mas dado o que entregou, merecia um pouco mais de capricho. E que venha mais de Invencível por aí logo.

Aliás, vai comprar algo na Amazon? Então apoie o ULTRAVERSO comprando através do nosso link: https://amzn.to/3mj4gJa.

TRAILER DE ‘INVENCÍVEL’ (AMAZON)

FICHA TÉCNICA

Título original: Invincible
Temporada: 1
Episódios: 8
Duração: 134 minutos (aproximadamente 45 minutos cada episódio)
Data de estreia: qui, 25/03/21
Criação: Robert Kirkman
Elenco: J. K. Simmons, Steven Yeun, Andrew Rannells, Chad L. Coleman, Chris Diamantopoulos, Gillian Jacobs, Grey Griffin, Jason Mantzoukas, Kevin Michael Richardson, Khary Payton, Mark Hamill
Onde assistir ‘Invencível’: Amazon Prime Video
País: Estados Unidos
Idioma: Inglês
Gênero: animação, ação, drama
Ano de produção: 2021
Classificação: 18 anos

9.0
saldo total
Créditos Galáticos: 9
2 user votes x 9.0
Eletrizante e bem diferente das outras animações de super-heróis
TAGS
Compartilhe


Leia também