7 mulheres do Rock que marcaram gerações

7 mulheres do Rock que marcaram gerações

Rebelde, repleto de ideais, forte, cheio de atitude. Estes são adjetivos que representam a essência do Rock como estilo musical, mas também descrevem bem as grandes mulheres desta lista. Para celebrar o Dia Internacional da Mulher, escolhemos sete mulheres do rock que foram um marco em suas respectivas gerações, desde o início do gênero até os tempos atuais.

Todavia, o maior desafio é escrever de forma resumida sobre o quanto as roqueiras foram importantes não só para o rock como para a história no geral. Mulheres que lutaram para conquistar seu espaço na música apesar da indústria ser predominantemente masculina na época. Mulheres que estimularam meninas a aprender a tocar guitarra e sentirem que podem alcançar seus sonhos.

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Patti Smith

Conhecida como poetisa do rock, Patti Smith é uma das maiores referências do punk rock. Patti largou os estudos aos 16 anos para trabalhar em uma fábrica e ajudar a família. Quando decidiu morar em Nova York, chegou a dormir na rua até conseguir emprego em uma livraria. Lançado em 1975, seu álbum Horses (1975) é considerado o melhor álbum de estreia de todos os tempos e como um dos mais influentes da história do movimento punk rock americano.

Só para ilustrar, no documentário sobre sua vida, Dream Of Life (2007), a artista diz que “nunca pensou em cantar numa banda de Rock and Roll, mas que isso acabou acontecendo, já que tudo na sua vida sempre mudou rapidamente”. Ao longo de sua carreira, ganhou muitos prêmios importantes de literatura e música, como National Book Award e Polar Music Prize. Recentemente, recebeu 47º lugar na lista dos cem maiores artistas de todos os tempos segunda revista Rolling Stone.

Janis Joplin

 Outra mulher importantíssima no Rock foi Janis Joplin. Ela ganhou o título de Rainha do Rock and Roll. Sua primeira banda foi formada com amigos da faculdade após receber muitos elogios à sua voz quando cantava em karaokê. Em 1963, saiu da faculdade para se dedicar somente à música e se juntou ao grupo Big Brother & The Holding Company em 66. Com o sucesso na banda, decidiu seguir carreira solo. Infelizmente, entrou no penoso “clube dos 27” em 1970, no auge de sua carreira, por overdose.

Em seguida, o álbum Pearl (1971), lançado após sua morte, foi aclamado pela crítica e se tornou o disco mais vendido da cantora. Janis foi incluída postumamente no Hall da Fama do Rock and Roll em 1995. Artistas como Florence Welch, Stevie Nicks e Pink apontam Janis como sua maior fonte de inspiração por ser livre, ter uma grande presença e uma conexão profunda com o público.

Rita Lee

Não é à toa que é Rita Lee é conhecida como Rainha do Rock Brasileiro. Começou a compor músicas quando era adolescente e se apresentava com os amigos. Era comum Lee fingir que estava dormindo para fugir e tocar bateria em festas colegiais. Integrou a banda Os Mutantes em 1966, onde cantava e fazia percussão. Quando saiu em 73, formou o grupo Tutti Frutti, que se consagrou nacionalmente com o disco Fruto Proibido (1975). A música Ovelha Negra ficou em primeiro lugar na parada nacional naquele ano.

Sendo assim, durante sua carreira, foi indicada a 40 prêmios, dos quais venceu 22. Além do sucesso no Brasil, a artista é reconhecida mundialmente. Um exemplo é o álbum Lança Perfume, que ficou em 1º lugar nas paradas de sucesso da França por dois meses e sétimo lugar da parada da Billboard.

Em 2008, declarou em entrevista que “não nasceu para casar e lavar cuecas”.

Queria a mesma liberdade dos moleques que brincavam na rua com carrinho de rolimã. Quando entrei para a música, percebi que a ‘tchurma’ dos culhões reinava absoluta, ainda mais no rock. ‘Oba’, dizia eu, ‘é aqui mesmo que vou soltar a franga e, literalmente, encher o saco deles’.”

Rita Lee

Joan Jett

É praticamente impossível um roqueiro nunca ter escutado o hit Bad Reputation ou a versão de I Love Rock and Roll na voz de Joan Jett. A cantora fez fama nos anos 70 com a banda The Runaways, junto com Cherie Currie, Lita Ford, Sandy West e Jackie Fox. Depois da separação da banda, estreou em 1980 com o Joan Jett & the Blackhearts. Se tornou a primeira mulher a fundar a própria gravadora, a Blackheart Records, ao ter o primeiro álbum da carreira solo rejeitado por 23 empresas na indústria musical.

Sobretudo, para Jett, o ponto alto da carreira foi a influência que exerceu sobre garotas que sonham em ter uma banda, como afirmou em entrevista à revista Rolling Stones. Não foram poucas: Donita Sparks (L7), Kathleen Hanna (Bikini Kill), Courtney Love (Hole) e grandes nomes já declararam ter a cantora como inspiração. E a musa do Rock continua na ativa com shows marcados para este ano, além de participar da The Stadium Tour.

Pitty

Uma das vozes mais conhecidas do rock brasileiro, Pitty é, de fato, uma das maiores mulheres do rock no Brasil. A cantora é responsável por músicas que marcaram a geração dos anos 2000. Começou a carreira na música aos 17 anos, mas foi com o álbum Admirável Chip Novo (2003) que a baiana ficou conhecida em território nacional. As músicas Máscara, Admirável Chip Novo, Teto de Vidro e Equalize foram as mais tocadas nas rádios jovens na época. Além disso, é uma das cantoras mais premiadas do país, vencendo mais de 70 prêmios até o momento.

Além disso, Pitty costuma utilizar sua influência para ajudar as bandas que estão surgindo agora. Um grande exemplo é o projeto Palco Aberto, que realizou durante sua turnê de 2019. Nele, a artista deu oportunidade para novas bandas e cantores alternativos.

“Eu venho do underground, então sei como é difícil ter espaço para tocar”

Pitty, em entrevista no programa Altas Horas

Amy Lee

O Evanescence é uma grande referência de metal alternativo mundialmente e grande parte disso é por causa da voz melódica de Amy Lee. Essa, que é uma das grandes referências entre as mulheres do rock, sonhava em ser uma compositora clássica desde pequena e estudou piano por nove anos. O resultado de seu talento foram as premiadas Bring Me to Life, Going Under e My Immortal, todas escritas por ela.

Ademais, a banda Evanescence estreou em grande estilo em 2003 com o álbum Fallen. O disco vendeu mais de 12 milhões de cópias e recebeu cinco indicações no 46º Grammy Award. Uma grande revista de música americana, Hit Parader, colocou Amy Lee na lista de “100 maiores vocalistas de heavy metal de todos os tempos”.

No entanto, em 2019, Amy revelou que já sofreu pressão para ser mais “sensual” nas apresentações, mas não cedeu.

Sempre fui quem eu queria ser. Falávamos sobre ser inspirados por bandas únicas e isso foi mais importante para mim do que ter um grande sucesso. Felizmente, também conseguimos o êxito.

Amy Lee em entrevista à revista Hammer

Taylor Momsen

Lembra da garotinha do filme O Grinch? Talvez você não saiba, mas atriz mirim cresceu e se tornou a vocalista de The Pretty Reckless, banda formada em 2009. Seu álbum de estreia, Light Me Up, contou com singles que estrearam em primeiro lugar na UK Rock Chart em 2010, entre eles Make Me Wanna Die.

Aliás, Momsen atuou até 2011, quando decidiu sair da série Gossip Girl para se dedicar à música, sua verdadeira paixão. Com isso, apresentou o hard rock para uma base de admiradoras jovens que passaram a seguir a banda. Em 2014, bateu recorde se tornando a única banda liderada por uma mulher com dois singles (Heaven Knows e Messed Up World) em 1º lugar na parada de Rock dos Estados Unidos e do Reino Unido.

Por fim, como menção mais do que honrosa, deixo aqui uma lembrança para outras mulheres maravilhosas que poderiam entrar na lista: Debbie Harry (Blondie), Dolores O’Riordan (The Cranberries),  Siouxsie Sioux (Siouxsie and the Banshees), Tarja Turunen (Nightwish), Lzzy Hale (Halestorm), irmãs Ann e Nancy Wilson (Heart), a cantora de indie rock Kate Nash, Hayley Williams (Paramore) e Zora Cock (Blackbriar).

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