Rafa Laranja cantora entrevista

Foto: Divulgação

Rafa Laranja completa 15 anos de carreira mais madura e feliz

Wilson Spiler

|

17 de junho de 2022

A cantora Rafa Laranja vem conquistando o seu espaço no mundo do samba e do pagode com uma voz marcante, mas também cheia de personalidade e alegria. Com um carisma contagiante e na companhia inseparável do seu pandeiro, completou recentemente 15 anos de carreira.

Nascida em Santos, a música sempre esteve presente na sua vida. Ao longo de sua trajetória, já dividiu palcos com grandes nomes da música. Uma estrada que trouxe amadurecimento e preparo para seu crescimento artístico.

Então, para aproveitar essa data tão importante de sua carreira, a cantora Rafa Laranja  conversou com o ULTRAVERSO recentemente, em um bate-papo sobre sua trajetória e as novidades que vêm pela frente.

Leia também:

Rafa Laranja lança álbum acústico com clássicos de samba e pagode

Em parceria com Rael, Manda solta o verbo em ‘Fantoche’: OUÇA!

‘Baile da Thami’: projeto da cantora abre espaço para artistas pretos independentes

ULTRAVERSO: Olhando para trás, como foi essa trajetória de 15 anos de carreira? Muitos altos e baixos? Já pensou em desistir?

Rafa Laranja: Foi uma trajetória linda movida pelo amor e sempre trazendo comigo muita gratidão no coração por todas as conquistas, aprendizado e por superar todos os obstáculos dessa caminhada!

Acredito tbm que ninguém passa ileso nesta vida e que os altos e baixos fazem parte da caminhada, porém o que te diferencia é como você se comporta diante disto! Procuro sempre manter a serenidade e acredito no propósito Divino! Desistir? Nunca foi uma opção! 🧡

Você vem de Santos, uma terra muito identificada com o rock e o skate do Charlie Brown Jr. Como foi essa escolha pelo samba e pagode?

Rafa Laranja: A minha cidade tem o samba muito presente na sua história e até hoje o movimento acontece fortemente. Inclusive, a título de curiosidade, lá pela década de 50, o carnaval santista foi referência para o paulista e carioca! Além disso, temos também grandes compositores e artistas do nicho que surgiram de lá. Por exemplo: Luiz Américo, Sombrinha (ex-Fundo de Quintal), Roda de Samba da Melhor Qualidade, Grupo Tempero, entre outros!

Quanto à escolha, eu digo que fui escolhida! Algumas coisas a gente não consegue explicar! Só sei que é amor e que grita dentro de mim!

O que a fez trocar a advocacia pela música?

Rafa Laranja: A paixão! Sempre que pensava ir pra outro lugar, mais eu era atraída pela música! A advocacia aconteceu pela crença familiar de que eu deveria buscar uma “profissão” que pudesse me dar estabilidade!

Mas a verdade é que a gente é muito jovem pra escolher o que vai fazer pelo resto da vida! Na época foi um grande conflito entre a razão e a emoção! Ainda bem que escolhi o caminho do amor!

Conte como a experiência em um cruzeiro japonês! Como foi a reação dos japoneses?

Rafa Laranja: Foi maravilhoso poder levar pra eles um pouco da nossa cultura! Eles amam a música brasileira! Me trataram com muito carinho e respeito! Uma experiência única! Uma troca preciosa de cultura, hábitos e muita música!

Você também já fez tributo a Elis Regina. Ela é uma de suas referências na carreira? Quais são as outras influências?

Rafa Laranja: Elis Regina, sem sobra de dúvidas, foi uma das maiores artistas que esse país já viu e ouviu! Tinha uma musicalidade ímpar e uma interpretação visceral! Impossível não se apaixonar! Fora o bom gosto para escolha de repertório! Não à toa foi a responsável por revelar e destacar tantos artistas, como: João Bosco, Renato Texeira, Belchior, Fátima Guedes.

Algumas outras influências minha são: Leny Andrade, Djavan, Ivone Lara, Noel Rosa, João Nogueira, Chico Buarque, Emílio Santiago, Ivete Sangalo…

Em 2018 você lançou seu primeiro álbum e, em 2022, um EP acústico. Houve alguma mudança na Rafa Laranja de lá para cá, seja em maturidade ou musicalmente?

Rafa Laranja: Com certeza aconteceram várias mudanças durante esse período, e elas são visíveis! Meu primeiro álbum tem uma característica mais underground, sem qualquer perspectiva comercial e eu ainda era a Rafaella Laranja.

Durante a pandemia aconteceram muitas mudanças internas e externas, que resultaram na minha nova identidade visual e num trabalho com uma linguagem e uma proposta mais atual e o surgimento da Rafa Laranja! Com certeza mais desprendida, mais madura e mais feliz! Estou amando tudo isso!

Como a pandemia influenciou no seu trabalho? E, com a reabertura das casas, o que podemos esperar da Rafa futuramente? Há alguma novidade que você já pode soltar?

Rafa Laranja: A pandemia foi uma virada de chave! Foi sair da bolha e olhar um mundo de possibilidades! Hoje o meu trabalho é focado em ampliar meu público levando meu pagode pra varias regiões do Brasil! Com certeza, pra esse ano, vem mais um lançamento! Aguardem.

Você fez show recentemente no Bar do Zeca Pagodinho. É um sonho realizado?

Rafa Laranja: Já é a segunda vez que tenho a oportunidade de me apresentar no bar do Zeca Pagodinho no Rio de Janeiro! Com certeza é uma oportunidade maravilhosa e divina de realizar meu sonho de levar a minha música cada vez mais longe!

Aliás, está de olho em algo na Amazon? Então apoie o ULTRAVERSO comprando pelo nosso link: https://amzn.to/3mj4gJa.

Por fim, não deixe também de acompanhar o UltraCast, o podcast do Ultraverso:

https://app.orelo.cc/uA26
https://spoti.fi/3t8giu7

Acompanhe Rafa Laranja nas redes sociais

Instagram

Facebook

Spotify

YouTube

Quer aparecer aqui também?

Então você é artista e acha que não tem muito espaço? Fique à vontade para divulgar seu trabalho na coluna Contra Maré do ULTRAVERSO! Não fazemos qualquer distinção de gênero, apenas que a música seja boa e feita com paixão!

Além disso, claro, o (a) cantor(a) ou a banda precisa ter algo gravado com uma qualidade razoável. Afinal, só assim conseguiremos divulgar o seu trabalho. Enfim, sem mais delongas, entre em contato pelo e-mail guilherme@ultraverso.com.br! Aquele abraço!

Wilson Spiler

Will, para os íntimos, é jornalista, fotógrafo (ou ao menos pensa que é) e brinca na seara do marketing. Diz que toca guitarra, mas sabe mesmo é levar um Legião Urbana no violão. Gosta de filmes “cult”, mas não dispensa um bom blockbuster de super-heróis. Finge que não é nerd.. só finge… Resumindo: um charlatão.
Livros e Quadrinhos ‘Operação Obscura’ ‘Coração Marcado’ ‘Lua de Mel com a Minha Mãe’ ‘Bubble’ ‘Rumspringa’ SEC AWARDS 2022 A Megera Domada – Crítica do Filme