Spiritbox Rotoscope 2022 crítica do EP

Foto: Divulgação

Spiritbox e o renascimento do metal industrial no EP ‘Rotoscope’

Cadu Costa

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30 de junho de 2022

O metal é a vertente do rock com os mais variados subgêneros da história da música. Do heavy ao black passando pelo trash, death e numetal, tem de tudo dentro deste ritmo. Mas um que andava meio esquecido é o chamado industrial, popularizado por bandas como Ministry, Marilyn Manson, Rammstein e principalmente, Nine Inch Nails.

Hoje, um dos principais nomes desse estilo é a banda canadense Spiritbox, que acaba de lançar um EP com três faixas chamado Rotoscope. O trabalho chega acompanhado de um videoclipe para a faixa-título via Rise Records/BMG com divulgação no Brasil da HQ Music.

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Shirley Manson, é você?

Após um bem-sucedido álbum de estreia, Eternal Blue (2021), e dois EPs lançados, Spiritbox, de 2017, e Singles Collection, de 2019, o trio formado por Courtney LaPlante (vocais), Mike Stringer (guitarras) e Bill Crook (baixo) reaparece neste ano com um novo trabalho evocando os sons mais industriais dos anos 90/00.

A primeira faixa, “Rotoscope” chama atenção por lembrar bandas mais obscuras do gênero como Kidney Thieves, Collide, Videodrone ou Orgy. Tem um andamento melancólico até as guitarras anos 2000 de Mike Stringer explodirem junto ao gutural de Courtney LaPlante. Aliás, se alguém quiser lembrar de Shirley Manson, do Garbage, não será força de expressão.

Doce e brutal

A segunda música, “Sew Me Up”, repete a fórmula com a melodia da voz de LaPlante interagindo com os elementos eletrônicos e a guitarra ritmada de Stringer. Essa faixa também tem uma intranquilidade que remete aos bons tempos do Evanescence ou Koяn. Remete ainda à modernidade sombria de SKYND, com um industrial misturado ao numetal.

Por fim, “Hysteria” mostra como a banda se sente à vontade para experimentar algo além do barulho pelo barulho. LaPlante segue uma cantoria leve e doce até a brutalidade de sua voz brotar do fundo de algum inferno musical. E assim o disco se encerra.

Para somente três músicas, diríamos se tratar de um bom aperitivo para algo ainda mais interessante por vir. Que venha rápido.

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Ouça Rotoscope, novo EP do Spiritbox

Cadu Costa

Cadu Costa era um camisa 10 campeão do Vasco da Gama nos anos 80 até ser picado por uma aranha radioativa e assumir o manto do Homem-Aranha. Pra manter sua identidade secreta, resolveu ser um astro do rock e rodar o mundo. Hoje prefere ser somente um jornalista bêbado amante de animais que ouve Paulinho da Viola e chora pelos amores vividos. Até porque está ficando velho e esse mundo nem merece mais ser salvo.
3.5

Créditos Galáticos: 3.5

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