Flake Rock Inc | Destaque no Rock Nacional no Spotify

Flake Rock Inc | Destaque no Rock Nacional no Spotify

Primeiramente, o amor pela música conseguiu reunir três estudantes de engenharia e assim surgiu a Flake Rock Inc. Com seis músicas já lançadas, a banda se destacou nos aplicativos de música. A formação atual foi definida em 2017 e conta com Guilherme Valerini (vocal e guitarra), Rafael Fiori (guitarra), Ricardo Scaglioni (baixo) e Fabio Ota (bateria). Em março de 2020, decidiram finalmente iniciar o lançamento das músicas autorais, como “Textura da Lua” e “Antes do Sol Sair”, que ganhou até clipe.

A gente teve uma conversa bem legal sobre a história da banda, o processo de composição e o lançamento das músicas, assim como, as principais referências e influências nos trabalhos da Flake Rock Inc.

Confira!

Vocês (Rafael, Guilherme e Ricardo) se conheceram no curso de Engenharia Mecânica, certo?

Guilherme: Isso, na verdade não foi nem no curso, tá? Foi no bar mesmo. A gente fazia a mesma faculdade, a Mackenzie. E a gente fazia engenharia. A gente não se conhecia pelo curso, tínhamos alguns amigos em comum. Durante uns três anos a gente nem se conhecia. E um dia que eu estava lá no bar, um amigo meu em comum com o Fiori e o Ricardo acabou nos apresentando.

Como surgiu a ideia de formar a Flake Rock Inc?

Guilherme: Então, nesse dia que a gente se conheceu no bar, o Naldo apresentou a gente. Estávamos eu, o Naldo, o Fiori e o Janny. Nessa época, eu já tinha falado para o Naldo que eu estava procurando banda. Aí, nesse dia, esse amigo meu falou, “Cara, o Fiori, o Janny e o Ricardo estão vindo aí, eles tocam também. Troca uma ideia com eles, aí vocês combinam de fazer um som e tal”. Lá mesmo a gente começou a trocar a ideia. O Fiori e o Janny já tinham tido banda, então eles já tocavam juntos, já tinham um entrosamento entre eles. E aí surgiu a primeira reunião, o Flake surgiu aí.

A banda mudou muito. A gente achou um baterista pra banda, o Pedro Henrique Pessoa que estudou com a gente também na faculdade. Tocou batera com a gente durante dois anos. Quando a banda começou a decolar um pouco, ele saiu. Aí o maestro Otta entrou (risos).

Otta: Em 2017.

Guilherme: Isso, em 2017.

Vocês gostam de Red Hot, Black Sabbath, a gente nota essas referencias no som de vocês. Tem mais alguma banda que vocês se inspiram? O que cada um mais gosta de escutar?

Guilherme: Pelo menos do que eu levo de vocal, de composição para as músicas da banda, eu gosto de ouvir sempre, desde moleque, anos 90. Minha referência muito forte foi em Red Hot Chilli Peppers, Oasis, Nirvana, Foo Fighters. Meu pai e minha mãe me apresentaram música desde criança, “cansei” de ir pra praia ouvindo Bee Gees. Eu sou lá do interior de São Paulo, então, na estrada pra Ubatuba eram 6 horas ouvindo Bee Gees e Elton John.

Fiori: É, eu ouvia bastante Bee Gees. É muito bom.

Otta: Eu sempre fui anos 80, tanto nacional quanto internacional. E você, Fiori?

Fiori: Ah, eu sou bem eclético com questão de rock. Eu gosto de muitos estilos. Mas eu cresci ouvindo Dire Straits, Pink Floyd, aí Black Sabbath. Depois fui para os anos 90, ali Foo Fighters, Red Hot, Nirvana. Então, eu ouvi bastante coisa. No entanto, a minha inspiração maior é Black Sabbath.

No nosso som, você fala: “mas não tem nada a ver com Black Sabbath”. Mas, dali, às vezes eu tiro muita coisa. Muitas ideias, o estilo de tocar. É uma influência, né? Algo em que você se inspira ali, não necessariamente tocar igual, mas algo que te inspira. Que te faz criar o seu estilo, seu método de tocar. Eu até tento trazer algo novo pra banda, quem sabe um dia a gente lance alguma música numa pegada mais Heavy Metal, um rock pesado.

Vocês têm alguma referência nacional?

Guilherme: Mais para o meu lado de composição, vai sempre puxar muito do DNA do Red Hot Chilli Peppers e do Oasis. E do Fiori vai puxar muito do Black Sabbath porque ele faz as guitarras solo. Mas eu cresci ouvindo Skank, aquele álbum “Calango” de 94. Ouvindo MPB também, Clube da Esquina, toda aquela galera de Flávio Venturini e de Minas. Lulu Santos foi muito importante pra mim. Eu lembro de “Eu e Memê, Memê e Eu”, foi uma grande inspiração. Guilherme Arantes, todo Rock anos 80, se você falar Rock no Brasil é anos 80. Porém, se eu tivesse que escolher três referências nacionais, seriam Skank, aquela primeira fase deles até 94/95, Lulu Santos e Herbert Viana.

Otta: Eu fico no trio: Paralamas, Mamonas Assassinas e Ultraje a Rigor.

Fiori: Eu gosto do Ultraje, Capital Inicial e Charlie Brown Jr. Um pouco mais recente, né? Cazuza também, gostava bastante da década de 80. Raul Seixas também tem muita coisa boa. E, de banda atual, também cito o pessoal do NX Zero. Os caras vieram com uma pegada emo no começo, a galera criticava. Mas, posteriormente, apresentaram um som legal. Saíram daquele visual emo e partiram para um negócio mais descolado. Pra mim, o que marcou mais acho que foi Charlie Brown que marcou bastante, e Capital também, que eu ouvia muito quando era criança. São bandas clássicas, né? Tem o pessoal do sertanejo também, Zezé di Carmago, são ícones né? Leandro e Leonardo, Daniel. Outros estilos.

Geralmente numa banda, o processo de composição é mais coletivo. Como vocês escrevem e produzem suas músicas?

Guilherme: A parte de composição da banda fica mais concentrada comigo. Parte de letra, de melodia, de trazer a música para o trabalho da banda, pra colocarem os arranjos em cima. As músicas são minhas, eu que tô compondo aí, mas a gente tá abrangendo mais. O Maestro tá trazendo alguns trabalhos dele aí pra banda, o Fiori também tem umas coisas escritas que vai colocando lá na banda também.

Pra compor é até meio particular, todo mundo tem uma receita. É uma coisa meio que dá energia dá pessoa. Então, às vezes eu não consigo estar junto de alguém quando eu vou compor. Preciso estar sozinho, pegar um computador, um caderno, alguma coisa e escrever. Eu não consigo trabalhar em letra com alguém na minha frente.

Existem trabalhos que eu faço tanto mais “industrializado”, como “preciso sentar e terminar três músicas. Preciso entregar três músicas pra gente fazer”. E tem os dias que não é aquela coisa mais “industrializada”. Você está tranquilo em casa e vem aquela ideia de letra na cabeça e você começar a fazer o trabalho. Então assim, tem esses dois seguimentos de composição que eu faço, e inspiração pra compor, eu sempre busco em sentimentos.

Essas vertentes afetam o resultado final?

Guilherme: Uma coisa que eu percebo é quando eu tô pra esse lado da “industrialização”, quando eu preciso entregar algumas músicas num determinado tempo, chega num determinado momento que as coisas ficam iguais. Sua “biblioteca interna” de frases, de sentimentos, e sintetizam a mesma coisa na letra. Quando você tá compondo, você tem que tomar muito cuidado pra você não fazer muitas músicas parecidas. Tem que ter esse lado artístico, mas ao final desse lado, você tem que colocar algumas réguas pra delimitar o seu próprio trabalho.

Quando uma música vem pra banda, isso é muito útil. A obra chega pra banda e os caras as vezes falam “aqui cabe um arranjo desse jeito, aqui a gente tem que fazer uma passagem mais rápida, aqui acho que rola cortar essa frase”. A gente trabalhou com o produtor Guilherme Canaes e ele ajudou muito nessa parte de corte, de redefinição de estrutura da música.

Três músicas da banda entraram na playlist “Pátria Rock”, uma playlist do próprio Spotify de Rock Nacional. Como foi a sensação? O que significou isso para vocês?

Fiori: Ah, foi bom! Nossa primeira música foi uma surpresa, “Aquelas Tardes”. Eu subo as músicas nas mídias. Lanço na distribuidora e de lá eles encaminham. E quando você vai subir uma música, tem a data específica pra você colocar lá, que a distribuidora fala. Normalmente, os artistas e bandas eles lançam às sextas-feiras, porque é o dia que os curadores do Spotify tão de olho nas novidades. Lançamos num sábado, aí passou a semana inteira, quando foi na sexta seguinte, a gente nem percebeu. Eu estava olhando no e-mail da banda e li “Parabéns! A curadoria do Spotify adicionou vocês na ‘Pátria Rock’”. Eu não tinha ideia da dimensão do negócio. É uma playlist com quase 300 mil seguidores. Aí eu mandei pro resto da banda, foi uma surpresa. Ninguém acreditou.

É muito difícil você entrar numa playlist grande assim. A gente aumentou os views da banda, os seguidores. Foi um salto muito grande. A gente ficou lá uns 6, 7 meses.

“Antes do Sol Sair” ganhou clipe e já conta com mais de 10 mil visualizações no YouTube, tem mais single que vai ganhar clipe?

Fiori: Então, a ideia é a gente lançar essa próxima música com clipe, mas tem músicas que já lançadas que a gente gostaria de fazer clipe, por exemplo, “Não Sei Dizer”, é a nossa música mais tocada, e é uma música bem relax, bem tranquila. É voz, violão e uma percussão bem suave. Ela foi bem aceita, a ideia é fazer um clipe pra ela também mais pra frente. “Aquelas Tardes” foi uma música que teve bastante aceitação, a música que ficou mais tempo na playlist.

Guilherme: Mas, a ideia era não ficar voltando muito nas músicas pra fazer (clipe). Somente nessas que causaram um grande impacto pra gente. Nos próximos trabalhos, (a ideia) é lançar o clipe já junto com a música.

A Flake Rock Inc já conta com 6 singles lançados. Inclusive, todos muito bons, aquela pegada de rock nacional que a galera gosta. Vocês têm planos para um álbum? A gente pode criar expectativas de mais músicas vindo aí?

Guilherme: Pode, pode sim! Na próxima sessão de singles, serão lançados mais cinco, produzidos em parceria com o Guilherme Canaes. Finalizando esses singles, a gente vai passar para um lançamento mais estruturado como álbum. A ideia, no entanto, seria mesclar entre álbuns e EPs.

Fiori: Hoje na indústria da música é difícil o pessoal lançar álbum como antigamente, de 12, 15 músicas. Até por uma questão de estratégia de divulgação. Você tem mais chances de entrar em uma playlist lançando um single por vez do que cinco. É uma estratégia que muitas bandas estão utilizando hoje. Um dia a gente vai fazer um álbum, com certeza. Talvez, um que seja mais reduzido.

Guilherme: A ideia é: terminando esses próximos lançamentos, a gente trabalhar no álbum com 12, 13 músicas. Um álbum “padrão” pra nos consolidar um pouco mais com o mercado mais conservador da música. Hoje em dia tá muito instantâneo, a galera quer consumir a música e passar pra frente. Vale muito mais a pena lançar músicas todos os meses ou com uma periodicidade maior do que lançar um álbum e ficar três anos sem lançar nenhuma novidade.

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